CURIA EPISCOPALIS DIOECESIS PERSONALIS SANCTI PII V
VIENNAE – AUSTRIAE
APOSTILA LITÚRGICA DIOCESANA: RATIO COMPLEMENTARIA
TRATADO DOS RITOS COMPLEMENTARES: EXÉQUIAS, RECONCILIAÇÃO DE TEMPLOS, BÊNÇÃOS RESERVADAS E USOS DO RITUALE
Para uso do Clero e dos Mestres de Cerimônias da Diocese Pessoal de São Pio V
CAPÍTULO I: O RITO DAS EXÉQUIAS CATÓLICAS (ORDO EXSEQUIARUM)
As exéquias não são um sacramento, mas o mais solene dos sacramentais de sufrágio, onde a Igreja acompanha o corpo inânime do fiel e intercede por sua alma pensante no Purgatório
[ CRUCIFIXO DE REQUÍEM ](A haste da cruz volta-se para o altar)[Acólito] [CÁLICE/TÚMULO] [Acólito][ CELEBRANTE ](Paramentos Pretos)
1. Normas e Rubricas Gerais
A Cor Litúrgica: Usa-se estritamente a cor preta (paramentos pretos para o sacerdote e diáconos)
. São proibidos quaisquer emblemas macabros profanos (como caveiras e ossos cruzados) sobre os tecidos, mantendo-se apenas a Cruz de Cristo, que é sinal de esperança na ressurreição . O Dobre dos Sinos: É o toque fúnebre regulamentar, porém, é terminantemente proibido nos Domingos e festas de guarda, onde a alegria da Ressurreição deve predominar
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2. A Execução do Rito na Igreja
A Posição do Corpo: O caixão é colocado no meio da nave
. Se o defunto for um Sacerdote, o corpo é colocado com a cabeça voltada para o Altar (posição em que ele pregava ao povo). Se for um Leigo, o corpo é colocado com os pés voltados para o Altar (posição em que ele assistia ao Sacrifício). A Absolvição do Corpo (Libera me, Domine): Após a Missa de Réquiem, o Sacerdote retira a casula e o manípulo e veste o Pluvial Preto
. O Subdiácono toma a cruz processional e coloca-se à cabeceira do defunto, ladeado por dois acólitos com velas apagadas ou de cera amarela . O Sacerdote coloca-se aos pés do caixão. A Incensação e Aspersão: O coro canta o Libera me
. O Sacerdote reza o Pater Noster em voz baixa (completado em voz alta ao final com o Et ne nos indúcas...) . Enquanto reza, ele caminha ao redor do caixão: asperge o corpo três vezes com água benta (meio, esquerda, direita) e depois o incensa três vezes, fazendo inclinações profundas . No Cemitério: Ao conduzir o corpo para a sepultura benta, o Sacerdote caminha à frente entoando o hino In paradísum dedúcant te Ángeli...
CAPÍTULO II: A SACRALIZAÇÃO E VIOLAÇÃO DOS LUGARES SANTOS
Conforme os Cânones 1165 e seguintes do Código de 1917, um edifício torna-se Igreja através da Consagração (feita pelo Bispo com o Santo Crisma) ou da Bênção Solene
1. A Profanação ou Violação de uma Igreja
Uma igreja ou cemitério bento perde sua sacralidade e é considerado violado (ecclésia violata) se nele ocorrerem atos injuriosos que tragam escândalo público, a saber (Cânon 1172):
Crime de homicídio voluntário praticado no recinto.
Derramamento injurioso de sangue humano com culpa grave.
Uso do templo para práticas ímpias, profanas ou nitidamente seculares.
Sepultamento de um infiel ou de um excomungado sob sentença declaratória.
2. O Rito de Reconciliação
Uma igreja violada não pode receber o Santo Sacrifício da Missa ou qualquer outro ofício litúrgico enquanto não for solenemente Reconciliada
. A Execução: O Bispo (ou sacerdote com delegação canônica) veste sobrepeliz e estola roxa (ou pluvial roxo)
. Ele prepara a Água Gregoriana (água misturada com sal, cinza e vinho, benzidos separadamente com fórmulas de exorcismo) . O celebrante asperge as paredes internas e externas do templo e o centro da nave em forma de cruz, rezando as orações de purificação para expelir o demônio e restaurar a habitação do Espírito Santo
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CAPÍTULO III: A DISCIPLINA DAS BÊNÇÃOS NO RITUALE ROMANUM
As bênçãos dividem-se em constitutivas (que separam um objeto do uso profano de forma perpétua, como o cálice ou o cemitério) e invocativas (que pedem a proteção de Deus sobre um objeto de uso comum)
1. As Bênçãos Reservadas
O sacerdote comum deve atentar que certas bênçãos são reservadas ao Bispo Ordinário e dependem de delegação por escrito para serem válidas e lícitas (Cânon 1147)
A consagração de Cálices e Patenas (feita obrigatoriamente com o Santo Crisma)
. A bênção solene de Sinos de igreja (o rito do batismo de sinos)
. A bênção de Pedras de Ara (Altares Portáteis)
. A bênção de Vestes Litúrgicas e Paramentos externos sacrificiais (embora os párocos possuam delegação automática para suas próprias igrejas)
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2. A Posição Física nas Bênçãos Comuns
Mãos Postas e Estendidas: Ao proferir o Dóminus vobíscum e o Oremus, o sacerdote mantém as mãos juntas diante do peito
. Durante a leitura da fórmula, mantém as mãos juntas, estendendo a mão direita apenas no momento exato de traçar o sinal da cruz (+) . A mão esquerda repousa espalmada horizontalmente sobre o Altar (se a bênção for no Altar) ou sobre o peito . O Uso da Estola: Toda bênção extra-sacramental feita fora da Missa exige o uso da Sobrepeliz e da Estola da cor do dia ou roxa (se contiver exorcismo, como a bênção do sal e da água)
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[ OBJETO A SER BENTO ](Mão Esquerda aberta sobre o próprio peito)\ /\ /[ SACERDOTE ](Mão Direita traça o sinal da Cruz: +)
CAPÍTULO IV: RITOS ESPECIAIS DE EXORCISMO E PROTEÇÃO
1. O Pequeno Exorcismo do Batismo
No rito tradicional do batismo de crianças ou adultos, antes de derramar a água batismal, o sacerdote profere ordens imperativas diretamente ao demônio
. Ele sopra três vezes na face do catecúmeno em forma de cruz (exsuflação), dizendo: Exi ab eo, immúnde spíritus... Significa arrancar a alma do império das trevas para inseri-la no Corpo Místico .
2. A Preparação da Água Benta Comum
A água benta de uso dominical não é meramente abençoada. O rito exige que o sacerdote exorcize primeiro o sal e exorcize depois a água separadamente, deitando três vezes o sal na água em forma de cruz, dizendo: Commixtio salis et aquæ páriter fiat...
Esta água adquire eficácia real contra pestes, doenças e afugenta os espíritos infernais das residências dos fiéis .