Sacramento do Matrimônio
No altar acendem-se duas velas. O noivo fica à direita da noiva. As testemunhas ficam de um e outro lado dos noivos.
O Sacerdote revestido de sobrepeliz e estola branca (podendo tomar também, se quiser, o pluvial branco), depois de fazer ao altar a devida reverência, coloca-se entre o altar e os nubentes e, tendo a face voltada para estes, interroga-lhes os nomes, e imediatamente dirá, em voz clara:
O noivo instruido pelo sacerdote, diz:
Declaro solenemente que não conheço nenhum impedimento legal para que eu, N.N., não possa ser unido em matrimônio com N.N.
A noiva instruida pelo sacerdote, diz:
Declaro solenemente que não conheço nenhum impedimento legal para que eu, N.N., não possa ser unida em matrimônio com N.N.
Se não houver nenhuma denúncia, o Sacerdote fará a seguinte exortação (que pode ser substituída por uma prática apropriada):
Exortação sobre o matrimônio
Por: Monsenhor Molski Wal, FSSPX
O Matrimônio foi instituído por Deus, no paraíso terrestre, quando abençoou os nossos primeiros pais e lhes conferiu a sagrada missão de perpetuarem o gênero humano sôbre a terra, educando seus filhos para a vida presente e para a glória eterna.
Tendo ele decaído de sua primitiva instituição, em consequência do pecado original, foi por Nosso Senhor Jesus Cristo restituído à sua antiga dignidade e elevado à ordem dos sacramentos. Este sacramento produz nos que o recebem com santas disposições, a graça de castidade e união, que, santificando o amor conjugal faz que os dois cônjuges se respeitem e guardem entre si a mais inviolável fidelidade.
Dá também a graça da paciência, tão necessária para que se suportem mútuamente, de outra sorte não poderiam santificar-se no meio dos muitos trabalhos e difíceis embaraços, que quase sempre acompanham a vida conjugal.
Atrai sobre os casados as graças da benção do céu, que os faz cooperadores de Deus na grandiosa obra da continuação e santificação do gênero humano, e ampara a vida, a educação e a subsistência dos seus filhos.
O casamento é uma sociedade santa que Deus estabeleceu em toda a sua pureza, como uma aliança das mais íntimas que podem existir sobre a terra. Se alguma vez tendes visto maus casamentos, deveis saber que as causas não são nem podem ser outras senão as más disposições com que o receberam, o nenhum temor de Deus e o desprezo dos divinos preceitos, proveniente dessa culpável indiferença religiosa, que infelizmente se nutre no seio das famílias.
Pedi, pois, a Deus de todo o coração, que em vós conserve, durante toda a vossa vida, a graça do sacramento que ides receber. Não vos esqueçais nunca das santas obrigações que deveis um ao outro. Lembrai-vos sempre que Deus, unindo-vos pelo sagrado laço do casamento, ordena que vos ameis mutuamente como Jesus Cristo Nosso Senhor ama a sua Igreja, com um amor puro e santo, até a morte; e de hoje em diante vós não sois mais que um só coração e uma só alma, visto serem qualidades essenciais do Matrimônio a santidade, a unidade e a indissolubilidade.
Se Deus vos der filhos, educai-os no seu santo temor e na prática dos preceitos da Religião. Católica, lembrando-vos sempre que o melhor tesouro que podeis ajuntar para eles é educá-los no exercicio das virtudes cristãs e sociais, sem o que os vossos filhos serão maus e vós dareis rigorosas contas a Deus pelos males que lhes causar a falta de uma educação cristã. Sêde fiéis às obrigações do casamento durante toda a vossa vida.
Assim fazendo, atraireis toda a sorte de bençãos sobre as vossas pessoas e sobre a vossa família; e, depois de uma vida cristã, abençoada de Deus e dos homens, merecereis um dia viver também na bem-aventurada eternidade.
Depois o Sacerdote interrogará o noivo da seguinte forma:
{nome-dele} quer receber {nome-dela} aqui presente por sua legítima mulher, conforme o rito da Santa Mãe Igreja?
Responderá o noivo: Quero.
Interrogará depois a noiva:
{nome-dela} quer receber {nome-dele} aqui presente por seu legítimo marido, conforme o rito da Santa Mãe Igreja?
Responderá a noiva: Quero.
Sobre a palma da mão esquerda, estende o Sacerdote a ponta esquerda da estola, sobre a qual a noiva coloca a sua mão direita, sem luvas e com a palma voltada para cima. Sobre a palma da mão direita da noiva coloca o noivo a palma da sua mão direita, sem luvas. O Sacerdote coloca sobre as mãos dos noivos assim unidas a outra extremidade da estola e sobre esta a sua mão direita.
Fará primeiro dizer o noivo:
Eu, {nome-dele}, vos recebo, {nome-dela}, por minha legítima esposa, pelo Sacramento do Matrimônio indissolúvel.
Depois fará dizer a noiva:
Eu, {nome-dela}, vos recebo, {nome-dele}, por meu legítimo esposo, pelo Sacramento do Matrimônio indissolúvel.
O Sacerdote fazendo o sinal da cruz sobre os noivos, diz:
Descobrindo as mãos dos esposos, asperge-as com água benta, dizendo:
Pela aspersão da água benta Deus onipotente vos dê sua graça e sua benção.
Bênção das Alianças
Aqui o sacerdote abençoa as alianças.
℣.Adjutorium nostrum in nomine Domini
℟.Qui fecit caelum et terram
℣.Domine, exaudi orationem meam
℟. Et clamor meus ad te veniat
℣. Dominus vobiscum
℟.Et cum spiritu tuo
℣.Oremus. Benedic + Domine, anulum hunc, quem nos in tuo nomine + benedicimus: ut, quae eum gestaverit, fidelitatem integram suo sponso tenens, in pace etvoluntate tua permaneat, atque in mutua caritate semper vivat.
℣.Per Christum Dominum nostram.
Em seguida o Sacerdote asperge as alianças com água benta, em forma de cruz, e o esposo, recebendo a aliança da mão do Sacérdote, coloca-a no dedo anular da mão esquerda da esposa, enquanto o Sacerdote diz:
℟. Amém.
O mesmo se fará ao receber o esposo a aliança que é entregue pela esposa.
E logo acrescenta, estando os esposos ajoelhados:
℣.Oremus. Respice, quaesumus, Domine, super hos famulos tuos: et institutis tuis, quibus propagationem humani generis ordinasti, benignus assiste; ut qui te auctore junguntur, te auxiliante serventur. Per Christum Dominum nostram. Amen.
Santa Missa
Os esposos voltam ao seu lugar para assistirem à Missa. O rito da Santa Missa segue-se normalmente, com poquissimas alterações, sendo essas colocadas abaixo:
℟. Amen.
