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Paramentos


CURIA EPISCOPALIS DIOECESIS PERSONALIS SANCTI PII V

VIENNAE – AUSTRIAE


APOSTILA LITÚRGICA DIOCESANA: RATIO PARAMENTORUM

TRATADO COMPLETO SOBRE AS VESTES, INSÍGNIAS E PARAMENTOS LITÚRGICOS NO RITO ROMANO DE 1962

Para uso exclusivo do Clero, Seminaristas e Sacristães da Diocese Pessoal de São Pio V


INTRODUÇÃO SOBRE A VESTIDURA SAGRADA

Dilecti filii,

As vestes que o sacerdote utiliza no Santuário não pertencem à moda humana ou ao capricho do século; elas são paramentos sagrados que ocultam a individualidade do homem para fazer ressaltar a dignidade do Sacerdócio Eterno de Nosso Senhor Jesus Cristo. Historicamente, o vestuário litúrgico desenvolveu-se a partir das vestes nobres e amplas da antiguidade romana. Quando o mundo secular adotou roupas curtas e profanas, a Santa Igreja ciosamente preservou a majestade das vestes antigas, elevando-as a símbolos místicos de virtudes e mistérios da Paixão.

A matéria por excelência para a confecção das casulas, estolas e manípulos é a seda natural, sendo proibidas matérias puramente seculares como o algodão, o linho ou a lã para os paramentos externos sacrificiais. Todo paramento externo deve ser devidamente bento pelo Bispo ou por sacerdote com delegação canônica antes de ser introduzido no culto.

Deus vos abençoe! +

In Christo Rege,

+DOM JOSEPH EUGÊNIO RATZINGER GHISLIERI, Bispo Ordinário.


CAPÍTULO I: OS PARAMENTOS DO SACERDOTE (A ARMADURA DA FÉ)

Abaixo, detalhamos cada um dos paramentos utilizados pelo presbítero para a celebração do Santo Sacrifício, dispostos na ordem estrita em que são vestidos na sacristia:

[ ORDEM DE REVESTIMENTO DO SACERDOTE ]
1. Amito -> 2. Alva -> 3. Cíngulo -> 4. Manípulo -> 5. Estola -> 6. Casula

1. O Amito (Amictus ou Humerale)

  • Descrição: É um pano retangular de linho branco puro, munido de duas fitas longas e uma cruz bordada no centro.

  • Origem Histórica: Deriva-se de um pano que os romanos usavam para cobrir e proteger o pescoço e os ombros.

  • Uso Obrigatório: É o primeiro paramento a ser colocado sobre o pescoço e ombros, sendo as fitas cruzadas no peito e amarradas ao redor da cintura. Usa-se sempre debaixo da alva na Missa.

  • Simbolismo: Representa o "capacete da salvação" na ordem alegórica, a virtude da fortaleza na ordem moral e o véu com que os soldados vendaram a Santa Face de Cristo na Paixão.

2. A Alva (Alba)

  • Descrição: Uma túnica talar ampla, de cor inteiramente branca, confeccionada estritamente em linho puro ou cânhamo. Pode apresentar rendas ou bordados artísticos nas mangas e na orla inferior.

  • Origem Histórica: Deriva-se da tunica alba (túnica branca comum) utilizada no cotidiano do Império Romano.

  • Uso Obrigatório: É a veste de base para todas as funções sacrificiais de ordens maiores (Missa, bênçãos solenes, procissões solenes). É terminantemente proibida aos leigos.

  • Simbolismo: Simboliza a pureza imaculada da alma, a graça santificante e a túnica branca de escárnio com que Herodes vestiu a Nosso Senhor.

3. O Cíngulo ou Cordão (Cingulum)

  • Descrição: Um cordão trançado de aproximadamente 3,5 a 4 metros de comprimento, terminado em franjas. Pode ser branco ou acompanhar a cor litúrgica do dia. Deve ser de linho, sêda ou lã, sendo proibido o algodão.

  • Origem Histórica: Deriva-se do cinto romano que colhia as vestes longas para facilitar a caminhada.

  • Uso Obrigatório: Utilizado para cingir a alva ao redor dos rins.

  • Simbolismo: Representa a castidade e a contenção das paixões na ordem moral, e as cordas com as quais Cristo foi atado na flagelação.

4. O Manípulo (Manipulus)

  • Descrição: Uma faixa curta de seda da cor litúrgica do dia, medindo cerca de 1 metro, portando uma cruz bordada no centro.

  • Origem Histórica: Originou-se de um lenço de linho (mappula) usado para limpar o suor, que no Império Romano tornou-se um lenço de cerimônia usado por magistrados para dar sinais públicos.

  • Uso Obrigatório: É colocado exclusivamente sobre o antebraço esquerdo do sacerdote, do diácono e do subdiácono. Usa-se apenas para a Santa Missa. É terminantemente proibido o seu uso quando o sacerdote veste o Pluvial (Capa de Asperges).

  • Simbolismo: Simboliza as lágrimas de penitência, o suor do trabalho apostólico e os flagelos que açoitaram o Salvador.

5. A Estola (Stola ou Orarium)

  • Descrição: Uma longa faixa de seda da cor litúrgica do dia, com três cruzes bordadas (duas nas extremidades e uma no centro).

  • Origem Histórica: Inicialmente era uma tira de tecido para proteger o pescoço, tornando-se distintivo clerical a partir do século IV.

  • Uso Obrigatório e Permitido:

    • Na Missa: O sacerdote a usa cruzada sobre o peito (sobre a alva); o Bispo usa-a caída reta; o Diácono usa-a a tiracolo (do ombro esquerdo para o flanco direito).

    • Nos Sacramentos e Sacramentais: É obrigatória para administrar o Batismo, a Extrema Unção, o Matrimônio e dar a bênção com o Santíssimo.

    • Uso Proibido: É proibida para o sermão de exéquias (fúnebre).

  • Simbolismo: Simboliza a autoridade espiritual, o manto da imortalidade perdido pelo pecado original e a própria Cruz carregada por Cristo.

6. A Casula (Casula ou Planeta)

  • Descrição: O paramento exterior por excelência do sacerdote celebrante, feito de seda. No formato romano clássico, assemelha-se a um escapulário largo; no formato amplo (sancionado por São Carlos Borromeu), cobre parcialmente os braços.

  • Origem Histórica: Deriva-se da paenula romana, um manto fechado sem mangas em forma de tenda que protegia contra o frio.

  • Uso Obrigatório: É o paramento exclusivo do sacerdote para a celebração do Santo Sacrifício da Missa. Pode ser mantida para a pregação realizada dentro da Missa.

  • Simbolismo: Simboliza o doce jugo do Senhor, a virtude da caridade que cobre todos os pecados e a própria veste real de escárnio colocada sobre o dorso de Cristo.

CAPÍTULO II: OS PARAMENTOS DOS MINISTROS E DA INFRAESTRUTURA

[ PARAMENTOS DOS MINISTROS SOLENES ]
DIÁCONO: Amito + Alva + Cíngulo + Manípulo + Estola + DALMÁTICA
SUBDIÁCONO: Amito + Alva + Cíngulo + Manípulo + TUNICELA

1. A Dalmática (Dalmatica)

  • Descrição: Uma túnica comprida de seda com mangas largas, aberta nas laterais inferiores, ornada com duas tiras verticais (clavi) da cor litúrgica do dia.

  • Uso Obrigatório: É o paramento próprio e distintivo do Diácono na Missa Solene, nas procissões e bênçãos solenes. O Bispo também a veste sob a casula na Missa Pontifical.

  • Nota Canônica: É omitida (ou substituída pela planeta plicata) nos tempos de penitência, como o Advento e a Quaresma, por ser considerada uma veste de alegria.

2. A Tunicela (Tunicella)

  • Descrição: Praticamente idêntica à dalmática, mas historicamente possuía mangas mais estreitas e compridas.

  • Uso Obrigatório: É o paramento próprio e distintivo do Subdiácono na Missa Solene. Assim como a dalmática, o Bispo a veste sob a dalmática na Missa Pontifical.

3. O Pluvial ou Capa de Asperges (Pluviale)

  • Descrição: Um grande manto capitular de seda, aberto na frente, preso no peito por um fecho e munido de um capuz ornamental nas costas.

  • Uso Obrigatório e Permitido: Utiliza-se para o rito da aspersão (Asperges antes da Missa), para dar a Bênção com o Santíssimo Sacramento (Ostensório), nas procissões solenes, no Ofício Divino cantado e na Absolvição dos Defuntos (Libera me). Nunca se usa para celebrar a Missa (o padre tira o pluvial e veste a casula para iniciar o sacrifício).

4. A Sobrepeliz (Superpelliceum) e o Roquete (Rochetum)

  • A Sobrepeliz: Uma túnica de linho branco com mangas largas. É a veste comum de todos os clérigos inferiores, seminaristas e acólitos leigos para assistir ao coro e administrar sacramentais.

  • O Roquete: Possui mangas estreitas e compridas. É uma insígnia de jurisdição prelatícia, de uso exclusivo de Bispos, Cardeais e Prelados autorizados. O roquete não substitui a sobrepeliz na administração comum de sacramentos por sacerdotes.

5. O Véu de Ombros (Vellum)

  • Descrição: Um pano oblongo de seda branca ou da cor do dia, colocado sobre os ombros do ministro.

  • Uso: É utilizado pelo sacerdote ou diácono para segurar o Ostensório na Bênção do Santíssimo, e pelo Subdiácono na Missa Solene para segurar a patena oculta.

CAPÍTULO III: OS PARAMENTOS E INSÍGNIAS DO BISPO (INSIGNIA PONTIFICALIA)

Na Missa Pontifical, o Bispo utiliza paramentos que denotam a totalidade e a realeza do Sacerdócio:

  • As Sandálias e Meias de Cerimônia: Calçadas sobre as meias ordinárias, feitas de seda na cor litúrgica do dia.

  • A Mitra (Mitra): Cobertura de cabeça que termina em duas pontas (simbolizando os dois testamentos da verdade) e duas fitas (infulæ) pendentes atrás. Divide-se em Mitra Preciosa (adornada de pedras e ouro) e Mitra Simples (de linho ou seda branca pura).

  • O Báculo Pastoral (Baculum): O cajado cuja curvatura superior representa o cajado do pastor que recolhe as ovelhas. É o símbolo do governo diocesano.

  • O Anel Pontifical: Usado no quarto dedo da mão direita, sinal de desposório com a Igreja.

  • A Cruz Peitoral: Suspensa ao pescoço por cordões de seda verde e ouro, encerrando relíquias de Santos Mártires.

  • O Gremial (Gremiale): Pano de seda estendido sobre os joelhos do Bispo enquanto este permanece sentado no Trono para resguardar os paramentos.

  • O Pálio (Pallium): Uma faixa de lã branca com cruzes pretas, de uso exclusivo do Arcebispo Metropolitano, sinal de comunhão direta com o Papa.

CAPÍTULO IV: O CÂNONS DAS CORES LITÚRGICAS DE 1962

A Igreja utiliza as cores para exprimir visualmente o caráter místico do tempo ou da festa celebrada. São cinco as cores primárias fixadas pela reforma de São Pio V:

Cor LitúrgicaSignificado MísticoQuando Deve Ser Usada
BRANCO

Pureza, divindade, inocência e imensa alegria.

Festas de Nosso Senhor (Natal, Páscoa, Corpus Christi), da Santíssima Virgem Maria, dos Anjos e dos Santos Confessores (não mártires).

VERMELHO

O fogo do Espírito Santo e o Sangue derramado.

Pentecostes, festas da Paixão de Cristo, festas dos Santos Mártires e Apóstolos.

VERDE

A esperança da vida eterna, o tempo de cultivo e germinação.

Domingos e Férias do Tempo Comum (Per Annum), após a Epifania e após Pentecostes.

ROXO

Penitência, humildade, contrição e luto expectante.

Tempo do Advento, Quaresma, Setuagésima, Quatro Têmporas, Vigílias e na administração do Batismo (primeira parte) e da Penitência.

PRETO

Luto estrito, dor e morte.

Sexta-Feira Santa e nas Missas de Réquiem (Exéquias e Fiéis Defuntos).

CÔR DE ROSA

Alívio temporário na penitência.

Apenas dois domingos no ano: Domingo Gaudete (3º do Advento) e Domingo Lætare (4º da Quaresma).

CAPÍTULO V: TRATADO DAS VESTES PARA OFÍCIOS LITÚRGICOS COMPLEMENTARES, ATOS PARALITÚRGICOS E USO NÃO LITÚRGICO

DIRETRIZES DA DISCIPLINA VESTIMENTÁRIA EXTRA-SACRIFICIAL

A majestade da Igreja não se limita ao Santo Sacrifício da Missa. A disciplina canônica tradicional do Rito Romano de 1962 estabelece com máxima precisão o que o clero deve vestir para o Ofício Divino, para as funções paralitúrgicas (devoções populares tradicionais) e para a sua vida comum de testemunho no século.

Como ensinava Dom Lefebvre e a práxis perene, a veste do clérigo deve pregar antes mesmo que sua boca se abra. Abaixo, sistematizamos as regras para cada uma dessas realidades.

1. DOS OFÍCIOS LITÚRGICOS COMPLEMENTARES

A. O Ofício Divino (Breviário no Coro)

Para a recitação ou canto do Ofício Divino (Matinas, Laudes, Vésperas e Completas) em comunidade no côro, o clero não se paramenta com vestes sacrificiais.

  • Sacerdotes Seculares e Seminaristas: Vestem obrigatoriamente a Batina Preta e a Sobrepeliz de linho. O uso do barrete é permitido e regulado: coloca-se para ouvir as lições e salmos sentados, e retira-se para os cânticos evangélicos (Magnificat, Benedictus, Nunc Dimittis), para o Pater Noster e para as orações.

  • O Oficiante das Vésperas Solenes: O sacerdote que preside as Vésperas Solenes cantadas veste Amito, Alva, Cíngulo, Estola e o Pluvial (Capa de Asperges) da cor litúrgica do dia. Ele nunca usa o manípulo, que é exclusivo da Missa.

  • Clero Regular (Religiosos): Os membros de ordens religiosas (como Padre Lourenzo, Cist., ou Dom Atanasio, OSB) usam o próprio hábito monástico ou coral de sua Ordem sobre a batina, conforme seus privilégios.

B. Exposição, Bênção e Reposição do Santíssimo Sacramento

  • A bênção com o Ostensório: O sacerdote celebrante deve obrigatoriamente vestir Alva (ou Sobrepeliz sobre a batina), Estola, Pluvial (Capa de Asperges) na cor branca e o Véu de Ombros (Vellum) branco para segurar o Ostensório pelo nó.

  • A bênção com a Ambula/Píxide (Exposição Privada): Se a bênção for dada com a própria ambula fechada (exposição privada), as rubricas permitem que o sacerdote use apenas Sobrepeliz, Estola branca e o Véu de Ombros branco, omitindo-se o Pluvial.

  • O Diácono Assistente: Se um diácono assistir o sacerdote na exposição solene, ele veste Alva, Cíngulo, Estola a tiracolo e Dalmática branca. É ele quem retira o Santíssimo do Tabernáculo e o coloca no Ostensório, usando a estola e a sobrepeliz.

2. DOS ATOS PARALITÚRGICOS E DEVOÇÕES TRADICIONAIS

Atos paralitúrgicos são os exercícios piedosos e devoções populares que, embora profundamente católicos, não possuem uma fórmula rigidamente fixada como os livros litúrgicos oficiais (ex: Via Sacra, Procissões de Passos, Coroações, Trezenas).

[ REGRA DE OURO PARA ATOS PARALITÚRGICOS ]
Com o Santíssimo exposto ou Procissão Formal -> SOBREPELIZ + ESTOLA (+ PLUVIAL)
Devoção Simples na Nave (ex: Terço) -> BATINA + SOBREPELIZ (Estola opcional)

A. O Santo Rosário / Terço Cantado

  • Se o Terço for rezado pelo sacerdote no púlpito ou no presbitério sem o Santíssimo Sacramento exposto, ele veste Batina e Sobrepeliz. O uso da estola branca ou azul é um costume tolerado em muitas regiões, mas não estritamente obrigatório.

  • Se o Terço for rezado diante do Santíssimo Sacramento exposto, o sacerdote deve obrigatoriamente usar Sobrepeliz e Estola branca (ou Alva e Estola), permanecendo de joelhos no degrau inferior.

B. A Via Sacra

  • Para ereção ou condução solene das estações da Via Sacra na igreja, o sacerdote usa Sobrepeliz e Estola Roxa. Se a Via Sacra for feita com grande solenidade e canto entre as estações, o uso do Pluvial roxo é altamente recomendado, sendo retirado o barrete a cada estação em sinal de reverência.

C. Procissões Devocionais (Ex: Procissão do Encontro ou do Senhor Morto)

  • Nas procissões extralitúrgicas de devoção popular (muito comuns na Sexta-Feira Santa à noite), o sacerdote que lidera a procissão veste Sobrepeliz, Estola e Pluvial da cor correspondente ao ato (Roxo para a Paixão, Branco para Nossa Senhora).

  • Os sacerdotes que apenas acompanham a procissão como diretores de irmandades ou confrarias tradicionais podem, por costume legítimo, usar a estola sobre a sobrepeliz.

3. DO USO NÃO LITÚRGICO E TRAJE CLERICAL QUOTIDIANO

O traje do clérigo fora das funções do Altar regula-se pelo Cânon 136 do Código de Direito Canônico de 1917 e pelas determinações curiais de nossa Diocese.

A. A Batina Preta (Vestis Talaris)

  • O Padrão Obrigatório: A batina preta, fechada até o pescoço com os botões regulamentares, é o traje quotidiano obrigatório de todo sacerdote secular e seminarista da Diocese Pessoal. Ela estende-se até os calcanhares (daí o nome talaris).

  • O Cabeção e o Colarinho: Usa-se o cabeção eclesiástico romano com o colarinho branco liso, sendo terminantemente proibido o colarinho secular ou gravatas comuns.

  • A Faixa: Sacerdotes seculares usam uma faixa preta de seda com franjas na cintura. Monsenhores, Cônegos e Bispos usam faixas com as cores de suas respectivas dignidades (Roxa ou Carmesim).

B. O Chapéu Eclesiástico e o Sobretudo

  • Para o trânsito público na rua, o clero deve usar o Chapéu Eclesiástico Romano de abas largas (saturno) de cor preta.

  • Em caso de frio rigoroso, é prescrito o uso do Sobretudo Eclesiástico (Clergyman coat ou capa romana) de cor preta ou cinza escura, que cubra dignamente a batina.

C. O Solidéu (Zucchetto)

  • O solidéu é uma pequena cobertura de cabeça circular. O seu uso na vida quotidiana e no coro é restrito e indica a hierarquia eclesiástica:

    • Preto: Permitido a sacerdotes que possuam doutorado ou por concessão especial.

    • Roxo: Exclusivo dos Bispos (Dom Ghislieri e Dom Atanasio) e Prelados com direito a insígnias.

    • Cremesim/Vermelho: Cardeais.

    • Branco: O Sumo Pontífice.

D. Exceções para Viagens e Climas Rurais

  • Conforme as cartas pastorais tradicionais, se o sacerdote necessitar viajar a cavalo ou por caminhos de extrema dificuldade rural nas províncias para atender enfermos, permite-se o uso de uma veste eclesiástica curta (sobrecasaca ou herreruelo) de cor preta ou escura, que chegue ao menos até o joelho.

  • Ao chegar à residência do enfermo, para confessar e administrar a Sagrada Comunhão ou a Extrema Unção, o padre deve imediatamente vestir a Sobrepeliz e a Estola sobre este traje.